Tinha mania de...
Usar caneta colorida para enumerar os exercícios do caderno, de ouvir rádio a manhã inteira antes de ir pra escola, de escrever cartinha pros amigos, de ler as poesias todas da apostila antes mesmo do professor dar a aula.
Cultivava...
Grande sonhos, grandes planos, bons amigos, o bom humor...
Queria ter...
Coragem pra tentar muito mais, um dia pra fazer as melhores coisas tudo de novo, exatamente como aconteceram, o controle do tempo, da saudade.
Não conseguia...
Entender matemática, me lembrar de onde perdi meu relógio favorito, ficar longe da família, ficar longe dos amigos...
Gostava de...
Rir até chorar, andar de patins a tarde toda, ver filmes com um monte de gente em casa, comemorar aniversário, de banho de chuva no primeiro dia do ano, sorvete de chocolate e milk-shake de baunilha, ficar a manhã toda na beira do mar.
A melhor sensação do mundo...
Sentir o vento no rosto, a brisa da noite sob o céu estrelado, aquele abraço sincero e reconfortante, poder ver aquele sorriso mais lindo, estar com quem a gente ama.
Com os amores...
Aprendi que se deve deixar tudo aquilo que amamos livre, deixar que eles partam se quiser e esperar que o tempo diga se voltam, ou não e que o maior amor que você pode ter, além de Deus, é por você mesmo.
Escolhia sempre...
A músicas mais românticas, sombra e água fresca, uma tarde com os amigos, saber da verdade do jeito que era. Preferível lidar com a verdade do que com a expectativa frustrada.
Se pudesse...
Viveria tudo de novo, estaria todos os dias com as pessoas que mais amo, escreveria um livro, estudaria letras, história, artes, viajaria o mundo, demoraria mais para me apaixonar e quando acontecesse viveria da forma mais intensa possível, daria um jeito de todo mundo sorrir. Porque sorrir , da forma mais sincera, é que é o melhor remédio.
Fernanda Carvalho
sábado, 24 de julho de 2010
domingo, 18 de julho de 2010
E a gente descobre...
Simplismente entendemos
Um dia a gente entende que tudo na vida uma hora simplesmente passa, não importa como, nem quando, mas passa.Tudo que é bom e tudo que é ruim, passa como cada segundo no ponteiro do relógio.Todas as coisas tem uma primeira vez pra acontecer e nós criamos aquela expectativa, aquela imagem de como vai ser, aí acontece e de repente você se vê no desespero de mudar, inovar, buscar novos amigos, novos ambientes para que nunca deixe de ter uma primeira vez.
O mais engraçado é que tudo acontece como tem que acontecer, nada pode mesmo durar para sempre, se durasse perderia a graça, ninguém quer ser criança pra sempre, nem ficar na escola pra sempre, nem viver as mesmas situações para sempre.Acontece é que a gente sempre acha que é cedo demais pra acabar, sempre fica com aquele gostinho de “quero mais” e com a sensação de que poderia viver tudo pra sempre, e como seria bom se pudéssemos ter todas aquelas pessoas que amamos todos os dias do nosso lado. Como seria bom sempre amar a pessoas que te ama e ser amado por quem você ama, como seria bom se pudéssemos brincar de qualquer coisa só porque deu vontade, comer os doces que você mais gostava na infância e hoje não tem mais, ver seu time ser campeão todas as vezes, congelar os momentos mais legais e divertidos, evitar que as pessoas mudem e evitar suas próprias mudanças, como seria bom ter a chance de pelo menos um dia viver os melhores momentos tudo de novo, exatamente como aconteceram.
E nesse vem e vai da vida é que de repente percebemos que não importa o quanto a gente queira, o quanto dói pensar nisso às vezes, nós não podemos voltar no tempo, não podemos viver como um dia vivemos.
E que só o que resta de tudo isso são as palavras que embora existam, ninguém sabe dar um significado exato, a saudade, o especial de cada primeira vez de tudo, o amor que ficou no peito mesmo com o passar do tempo.
Fernanda Carvalho
terça-feira, 13 de julho de 2010
Sempre caminhando
Era uma vez...
"Hoje estou aqui e eu nem sei como tudo começou, nem o que está acontecendo e muito menos o que irá acontecer.
Era uma vez e assim começa a história da pequenina que eu guardo na memória.Era uma vez uma grande família, com muitos beijos, com muita alegria.
É engraçado, mas a ordem natural das coisas acontece e a pequenina cresceu.O mundo passa a ter formas, sons e cores diferentes, a vida passa a ser não mais um conto de fadas criado por um sonho de princesa, mas sim um conto de fadas escrito pela mão de Deus, onde todas as coisas são reais e nem todos os príncipes são encantados.
Daí então a gente fica pensando e pensando e chega à conclusão de que mesmo tendo vivido duas décadas não sabemos ao certo quem somos. Tanta gente passa na nossa vida, nós fazemos tantos amigos, dizemos “para sempre” tantas vezes, um “pra sempre “que existe sem existir. Existe porque cada pessoa que passa de forma especial em nossas vidas fica eternizada no coração e guardada como uma lembrança doce, mas não existe porque nada pode ser eterno já que temos que fechar uma porta sempre que abrimos outra.
Eu era a irmãzinha chata, hoje eu continuo sendo, só que de tamanho maior. Eu já fui a sobrinha mala, hoje continuo sendo sobrinha, mas não mala.Já fui a priminha fresca, hoje sou a prima confidente para os mais velhos e a prima que curte com os mais novos o que também foi da minha infância. Já fui a amiga mais quieta, a mais implicante, hoje eu sou a amiga inseparável, a carinhosa, a palhaça que carrega alguns para os grandes “micos” da vida.
Mesmo assim eu continuo sendo a mesma, talvez mais madura, mas a alma é a mesma, a essência é a mesma.E os medos, as incertezas? E as horas rindo com os amigos? E todos os conselhos, angústias?Os medos e incertezas somem com o tempo e viram motivo pra riso, as horas rindo com os amigos ficam na lembrança pra que um dia a gente ria tudo de novo e crie novos motivos pra rir e todos os conselhos vão ter servido pra muitas coisas.Ai, os amigos! “Bom estar com vocês, brincar com vocês, deixar correr solto o que a gente quiser, qualquer faz de conta, a gente apronta...”
Quanta saudade eles deixam, quanta coisa já fizemos, quantos dias já vivemos como grandes irmãos.Uma vez vi uma frase que dizia assim:” Sou uma mulher madura que às vezes brinca na balança, sou uma criança insegura que às vezes anda de salto alto. ”Acho que no fundo é isso mesmo. Já sou uma mulher, mas uma mulher que ainda tem os sonhos de princesa e os encantos de uma criança e ao mesmo tempo em que sou essa criança que preferia estar sempre debaixo das asas dos pais ganhando aquele beijinho de “Boa noite” eu tenho que agir como uma mulher madura, com responsabilidades e caminhos a seguir.
É tão difícil, mas o mundo gira, as folhinhas do calendário mudam e o tempo se vai. O que resta são as experiências passadas para ajudar nos erros futuros."
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